quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A ponte

Vejo uma criança caminhando, indo em direção a ponte, sabe… aquela ponte que te faz envelhecer, a ponte dos desesperos, vejo um sorriso no rosto desta criança. Ah… pobre criança que não sabe o que faz,  mas olhando bem, esta criança me parece familiar, quase que por um segundo imagino que… Não… É bobagem… Penso em impedi-la em chegar ao outro lado, onde já não tem em mais volta, mas talvez seja melhor deixa-la ir. Mas espere um instante, ela olhou para trás, não está mais sorrindo, e agora sinto-me desesperado pois enfim me lembrei daquele velho rosto, tenho que correr… mas sinto que é tarde a vida já o carregou para o outro lado, meus olhos se enchem de lágrimas ao lembrar que aquela criança fui eu… E que ela não existe mais… já não está mais do lado seguro da ponte.
Agora me resta esperar que se abram os portões, para a passagem na ponte que te leva até a morte.

O Banho

Deixe a água escorrer em sua pele, e junto com ela que escorra seus sinceros pensamentos, suas opiniões e tudo que há dentro de você.
Deixe que caia toda a sujeira da vida no chão e que esta mesma vá para longe, onde não se possa recuperar.
Deixe que as verdades escorram por todo o seu corpo, e assim abra seus olhos para ver em que estado elas estão.
Enquanto a água cai, sinta-se livre, para ser quem bem entender, gostar das coisas que não tem coragem de assumir, ser apenas o você que tanto fica aprisionado dentro deste corpo de mente vazia.
Deixe ter limpa à mente, talvez resolva usar um pouco mais de espuma quem sabe…